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Dra Helena publica novo artigo

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A harmonia facial tem sido estudada há séculos, desde os antigos filósofos gregos, que tentavam desvendar os elementos da beleza, passando pelas esculturas egípcias com complexa harmonia facial, até os estudos dos artistas renascentistas, como Michelangelo e Leonardo Da Vinci, que buscavam medidas concretas para as proporções da face.1,2 Essas heranças nos trouxeram conhecimentos sobre a estética facial aplicados atualmente. O cirurgião deve conhecer as proporções ideais da face para indicar corretamente os procedimentos a seu paciente, já que análise incorreta leva a conclusões impróprias.2,3

O terço médio, especialmente o nariz, recebe maior atenção visto ser a região mais proeminente da face. Por outro lado, deve-se dar devida importância ao terço inferior uma vez que mento pequeno ou retraído resulta em desarmonia facial, especialmente quando se analisa o perfil.3 Tal desproporção pode levar o paciente a interpretar erroneamente a projeção do nariz, acreditando ser maior que a real e a procurar a rinoplastia como procedimento reparador de sua desarmonia facial.4,5 Cabe ao cirurgião avaliar esteticamente a face como um todo, analisando as proporções faciais para julgar qual ou quais procedimentos podem beneficiar seu paciente.3,6,7

Neste contexto, o terço inferior (lábios e queixo) não deve ser desprezado, uma vez que pode ter um impacto significativo sobre o perfil no pós-operatório.7  A avaliação inicial do terço inferior da face deve identificar o mento retroposicionado e excluir dismorfismo mandibular – como micrognatia (hipoplasia vertical e horizontal da mandíbula) e retrognatia (mandíbula retraída comparada à maxila) – associado a anormalidades de oclusão dentária, mais comumente a maloclusão dentária Classe II de Angle. Estes casos requerem análise cefalométrica para possível programação de cirurgia ortognática.8 Pacientes com tais deformidades, mas que recusam procedimentos mais extensos, podem ser submetidos a avanço de mento; contudo, devem estar cientes de suas limitações na melhora do perfil facial e oclusão.3,7,9 Por outro lado, não é incomum que candidatos a avanço de mento apresentem hipodesenvolvimento da sínfise mandibular (microgenia horizontal- presença de altura vertical normal, com parte óssea retraída) mas com oclusão dentária normal (Classe I de Angle). Estes pacientes podem se beneficiar de tal procedimento isoladamente.8,9

 

Bibliografia

1.         Gonzalez-Ulloa M. Quantitative principles in cosmetic surgery of the face (profileplasty). Plast Reconstr Surg Transplant Bull. 1962; 29:186–98.

2.         Pitanguy I, Martello L, Caldeira AM, Alexandrino A. Augmentation mentoplasty: a critical analysis. Aesthetic Plast Surg. 1986; 10:161–9.

3.         Tollefson TT, Sykes JM. Computer imaging software for profile photograph analysis. Arch Facial Plast Surg. 2007; 9:113–9.

4.         Sykes JM. Aesthetic correction of chin deformities--bony genioplasty. Aesthetic Plast Surg. 2002; 26 Suppl 1:S2.

5.         Morera Serna E, Scola Pliego E, Mir Ulldemolins N, Martínez Morán A. Treatment of chin deformities. Acta Otorrinolaringológica Esp. 2008; 59:349–58.

6.         Ward J, Podda S, Garri JI, Wolfe SA, Thaller SR. Chin deformities. J Craniofac Surg. 2007; 18:887–94.

7.         Ahmed J, Patil S, Jayaraj S. Assessment of the chin in patients undergoing rhinoplasty: what proportion may benefit from chin augmentation? Otolaryngol--Head Neck Surg Off J Am Acad Otolaryngol-Head Neck Surg. 2010; 142:164–8.

8.         Frodel JL. Evaluation and treatment of deformities of the chin. Facial Plast Surg Clin N Am. 2005; 13:73–84.

9.         Binder WJ, Kamer FM, Parkes ML. Mentoplasty--a clinical analysis of alloplastic implants. Laryngoscope. 1981; 91:383–91.

 

 

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